Entenda os impactos da indústria 4.0 para empresas e profissionais

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Você já ouviu falar na quarta revolução industrial — conceito também conhecido como indústria 4.0? Uma nova lógica de produção, com base na inovação e digitalização da operação de processos produtivos, nasceu em 2011 na Alemanha e une o conceito de internet das coisas (IoT) e da automatização.

Neste artigo, abordaremos como máquinas e sistemas interconectados podem, por meio da troca de dados e integração de processos, identificar defeitos, realizar correções de maneira automática e otimizar a fabricação de produtos. Acompanhe!

O panorama histórico

O surgimento de novas tecnologias não é de hoje. O processo de evolução pode ser percebido historicamente desde a primeira revolução industrial, que aconteceu entre os séculos XV e meados do XVIII, quando as máquinas foram aprimoradas com o uso de vapor e a criação do tear mecânico.

A segunda revolução industrial, que, por sua vez, ocorreu entre 1850 e 1870, foi mais além: as fábricas começaram a utilizar o aço, motores elétricos e combustíveis derivados do petróleo — época em que a produção em massa e linha de montagem foi iniciada.

As inovações não pararam por aí. Foi na terceira revolução industrial, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, que houve o avanço da eletrônica, com o surgimento de sistemas computadorizados e da robótica utilizados na manufatura.

O espaço que se abre hoje para a quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, é referente à utilização de máquinas com sistemas de hardware e software integrados, capazes de tomar decisões sem a intervenção humana.

No Brasil, essa inovação ainda tem algum caminho pela frente, mas os primeiros projetos são foram iniciados. A Ambev, por exemplo, adotou um sistema de automação para controlar o resfriamento da sua cerveja e evitar o desperdício de energia.

Já a Volkswagen criou modelos digitais, ou seja, produtos que passaram por uma simulação em 3D, para acelerar o processo de produção dos seus carros, iniciativa que fez a indústria economizar mais do que R$ 100 milhões em cinco anos.

Para conseguir competir globalmente, a indústria brasileira deverá investir em pesquisa e na capacitação e contratação de profissionais especializados, que a permitam aumentar sua produtividade e relevância na economia. Basicamente, precisará realizar uma transformação digital.

Aliás, segundo artigo do Sebrae, alguns especialistas acreditam que a indústria brasileira está tão atrasada que mal se adaptou à terceira revolução industrial, pois ainda não utiliza a automação por meio da eletrônica, robótica e programação como poderia.

Mas há espaço para essa revolução no Brasil: de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a digitalização do processo produtivo industrial brasileiro deve atingir 21,8% das empresas nacionais em uma década, valor bem acima do percentual atual, que é de 1,6%.

O conceito de indústria 4.0

A quarta revolução industrial engloba as principais inovações na automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. Utiliza sistemas conhecidos como Cyber-Físicos, que são capazes de conectar os processos de hardware (equipamentos) aos de softwares (programas de computador), tornando a produção mais eficiente, autônoma e customizável.

A indústria 4.0 representa, portanto, a criação de fábricas mais inteligentes, que gerenciem o processo, produto e a cadeira de valor, podendo controlar a produção de maneira autônoma — ou seja, com capacidade e autonomia para prever falhas nos processos, agendar manutenções e realizar adaptações nas ações planejadas. Confira, agora, alguns princípios do conceito.

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Virtualização das informações

A indústria 4.0 propõe que as fábricas criem uma cópia virtual de suas instalações, permitindo que todos os processos sejam rastreados e monitorados, remotamente, por meio de sensores alocados a vários pontos da indústria.

Modularidade

A produção deve acontecer de acordo com a demanda, acoplamento e desacoplamento de módulos, pois, assim, a indústria terá mais flexibilidade e facilidade para programar mudanças nas atividades das máquinas.

Orientação a serviços

Programas de computador deverão ser utilizados para tomar decisões sobre o agendamento de serviços sem uma intervenção direta humana.

Descentralização do trabalho

Os módulos da fábrica inteligente deverão poder trabalhar de forma descentralizada, aprimorando seus processos continuamente. Para isso acontecer, o sistema avaliará as necessidades da produção, em tempo real, e as máquinas receberão comandos, além de informar dados a respeito de seu ciclo de trabalho.

Capacidade de trabalho em tempo real

A aquisição e o tratamento de dados em tempo real permitem a tomada de decisões de maneira mais rápida e dinâmica.

A indústria 4.0 já é uma realidade possível no setor produtivo devido aos avanços tecnológicos atuais, principalmente com o surgimento da Internet das coisas (Internet of Things – IoT), que consiste na conexão de objetos físicos e ambientes por meio de dispositivos eletrônicos; o Big Data (grande conjunto de dados); e a segurança dos sistemas de informação, que devem ser capazes de evitar problemas, como falhas na comunicação.

Essas mudanças na maneira como os produtos serão produzidos trazem impactos em diferentes setores do mercado, como explicamos a seguir.

Os impactos dessas mudanças no mercado

A indústria 4.0 causará mudanças que afetarão o mercado como um todo e, portanto, deveremos perceber nos próximos anos o avanço de tecnologias e a criação de novos modelos de negócios.

As empresas poderão personalizar seu produto de acordo com as necessidades e preferências específicas de cada cliente, já que as fábricas inteligentes serão capazes de levar esse aspecto em consideração, adaptando seu processo produtivo.

Para isso, possivelmente terão que adaptar suas estratégias e tecnologias além de capacitar seus profissionais. Isso pode ser feito, porém, aos poucos, com projetos pilotos e testes, conforme as inovações comecem a se popularizar no Brasil.

A pesquisa e o desenvolvimento nos campos de segurança em tecnologia da informação também deverão apresentar avanços para adaptar esses modelos às indústrias brasileiras.

Além disso, novas demandas profissionais deverão surgir (exemplo: cientista de dados), ao passo que outras poderão deixar de existir. Em geral, os trabalhos mais manuais e repetitivos devem ser substituídos com mais intensidade por mão de obra automatizada. Pessoas e empresas com expertise em leitura de dados, big data, nuvem, automação e segurança devem perceber novas oportunidades surgindo.

E então, entendeu como a indústria 4.0 pode apresentar grandes mudanças para empresas? Ainda que você não gerencie uma fábrica, seu conceito pode ser aplicado às outras estratégias de comunicação e marketing, cujas ferramentas serão aprimoradas ao longo dos anos, com tecnologias relacionadas, como chatbots e machine learning. Portanto, se você quiser inovar a sua marca, esse pode ser um caminho eficiente.

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