Naturalmente, quem é do mercado agro tem uma grande preocupação com o rumo de suas atividades depois de seu falecimento. O que acontecerá com tudo que construí? Quem continuará as atividades rurais? Será que honrarão meu legado? Essa são algumas dúvidas que podem aparecer. E é aí que entra o planejamento sucessório.
Nessa área, ele é especialmente importante, já que quem está dentro dela costuma ter como característica forte a paixão pela terra, almejando que seus herdeiros disponham disso também, passando seus ensinamentos e valores de geração em geração.
Neste texto, você verá como fazer um planejamento sucessório eficiente que garanta que isso aconteça. Acompanhe!
O que é planejamento sucessório e qual sua importância?
O planejamento sucessório se trata de uma medida tomada por uma pessoa que queira garantir a transferência de seus patrimônios, após a sua morte, para seus herdeiros de forma a não causar conflitos entre eles e de acordo com suas vontades.
Como estamos falando do mercado agro, essa também é uma maneira de assegurar o bom funcionamento de uma empresa familiar após o falecimento de seu dono, dando continuidade a tal legado. Isso porque, na falta de um planejamento sucessório bem-feito, o negócio pode cair em mãos erradas que prejudicarão o crescimento dele, podendo levar até mesmo ao fim de suas atividades.
Como fazer um planejamento sucessório eficiente?
Dada a importância do planejamento sucessório, é hora de saber como fazer um que atenda às suas necessidades.
1. Conheça os principais instrumentos utilizados
Saber sobre as principais opções para o seu planejamento sucessório ajuda você a ter uma ideia de qual atenderia mais às suas necessidades.
O testamento é um dos mais comuns. Quando se trata dele, é importante entender que 50% da herança já é destinada aos herdeiros necessários, isto é, aos ascendentes, descendentes, cônjuges e companheiros. Sendo assim você só pode mexer nos outros 50%, podendo distribuir como quiser. Ele pode ser feito das seguintes formas:
- testamento cerrado: a pessoa o elabora e leva ao cartório e, então, um auto de aprovação é lavrado, com assinatura do testador, do tabelião e mais duas testemunhas;
- testamento público: feito no cartório, por escritura pública, necessita da presença de duas testemunhas e tabelião;
- testamento particular: o testador o elabora ou pede para alguém elaborar e precisa ser assinado por três testemunhas.
Além disso, há a alternativa de doação, que é feita ainda quando a pessoa está em vida e também apresenta a regra dos 50% para herdeiros necessários. Há a opção de transmitir os bens imediatamente ou então fazer por meio de reserva de usufruto vitalício, em que eles são transmitidos para o herdeiro mas o doador permanece com seus direitos de uso até o momento de seu falecimento.
Essas foram algumas formas que ajudarão no seu planejamento sucessório. Porém, além de ter consciência sobre essas ferramentas, é preciso contar com ajuda de um especialista que ajudará na melhor escolha de acordo com seus objetivos.
2. Consulte um profissional especializado
Quando falamos em questões envolvendo dinheiro, uma consultoria financeira é sempre importante, porém, nesse caso, é ainda mais. Um planejador financeiro vai ajudar você a fazer todos os cálculos que forem precisos para atender às suas necessidades, ou seja, para garantir que o destino do seu patrimônio após sua morte seja o que você almeja.
Além disso, estamos falando de um processo que envolve questões jurídicas, então um advogado também é bem-vindo nesse momento, já que esse é um trabalho que demanda conhecimento em diversas áreas do direito. Ele vai ajudar com toda a parte de documentação, por exemplo, além de evitar problemas legais.
Como você viu, fazer o planejamento sucessório é algo importante e que envolve alguns processos burocráticos. A fim de garantir um bom destino para seus patrimônios, a dica é que se faça tal planejamento o quanto antes. Gostou das informações e quer continuar consumindo nossos conteúdos? Assine nossa newsletter e receba as novidades em seu e-mail!